quarta-feira, 31 de maio de 2017

Experimentando O Frio



Longe todos os Invernos,
Dançantes Impérios,
Que tem em mim um súdito
Congelado no túmulo.

Estou enterrado e caminhando,
Estou lá onde tenho sono,
O Sono Frio Da Rica Deusa Solidão,
A Mãe Singela Dos Nãos.

Negativas são as minhas visões,
A neve caindo encobre-me,
O gelo em minha alma multiplica-se,
Gélidas hão de ser as idas.

Quais idas hão de ser gélidas?
Gélido é todo meu mundo,
Mundo frio que eu sinto
No Muito Frio que estou.

A cama onde espero morrer,
Morrer A Libertadora Morte,
Congela-me perversamente,
Deturpa-me pesadamente.

Meu leito supremo
De todas as noites frias
É o túmulo momentâneo querido
Quando adormeço chorando.

Adormeço chorando alto
Nos braços fortes do Deus Frio,
Os sonhos que tenho são lindos,
Lindos como lixo.

Meus sonhos são invernos,
Encontro neles todos os meus Demônios,
Os meus tentadores íntimos,
Os frios carrascos do meu Ser.

Nas horas frias de sono
A dor desesperada é geada,
Tempestade quando choro mais,
Chuva de granizo no Verão.

Quando acordo é Primavera,
Primavera gélida assassina,
O Outono apresenta-se maior,
O Inverno me ensina.

O Inverno,
Os Invernos,
Os Invernos me ensinam
A Fria Doutrina Da Deusa Dor.

O Deus Frio deles é o professor,
O Mestre Sagrado Maior
Da trilha que friamente só percorro,
Da estrada que só já friamente acabou.

Em meu lento agonizar
Encontro outro Deus Frio,
O Deus Frio da minha morte viva,
A qual sou obrigado a suportar morto vivo.

Pergunto-me porque estou no Frio,
Pergunto,
Pergunto,
Pergunto...

Ouço a resposta do Frio,
Ouço a chegada do Inverno,
Ouço todos os Invernos,
Gélido é o meu frio destino.

Inominável Ser
DO FRIO





Restos De Mim Em Cinzas



As frutas amargas
Desta madrugada frutificando
Todos os meus espinhos d'alma
Possuem o doloroso gosto
Do toque das Damas Da Madrugada
Que visam a destruir todos aqueles
Que ousam alcançar
As Estradas Das Flores...

Eu ousei alcançar
As Estradas Das Flores...

Eu ousei ousei ousei
Alcançar As Estradas Das Flores...

Tolo sem flores...

Idiota sem flores...

Imbecil sem flores...

Se eu soubesse que as flores
Eram-me inacessíveis...

Se eu soubesse que a Cova minha
Era minha única negra flor
Acessível...

Mas,
Fui seguindo florido caminho
De floridas mentiras,
Erguendo minha fronte de bardo
Que sentia o odor das flores
Que para tudo mentiam
Em mim...

Segui o caminho,
Sorridente como os idiotas alegres,
Confiante como os idiotas otimistas,
Seguro como os idiotas seguros..

Segui as pétalas,
Corri por todos os jardins,
Vi sóis nascendo nos tapetes verdes
Das mais belas extensões
De pradarias floridas...

Senti os odores das flores,
Os odores odores odores odores!!!

Senti...

Senti...

E senti...

Apenas senti...

Apenas senti...

Eu apenas senti...

As flores,
O seu caminho,
Todas elas,
À minha cova guiaram-me...

Há uma coroa frondosa
De negras rosas vivas
Em redor de minha cova...

Ana Trevosa Das Rosas Negras
É A Madame Guardiã delas
E me acompanha no meu
Funeral de bardo
Que imbecil caminhou
Em direção à
Estradas Das Dores...

NÃO EXISTEM AS
ESTRADAS DAS FLORES!!!

EXISTEM APENAS AS
ESTRADAS DAS DORES!!!

DORES QUE INCINERAM
O CORPO,
A MENTE,
A ALMA,
O ESPÍRITO,
TUDO,
TUDO,
TUDO,
TUUUUUUUUUUUUUUUDO!!!!!!!!!

SOU CREMADO!!!

SOU CREMADO!!!

SOU CREMADO
NESTA MADRUGADA!!!

SOU CREMADO
EM TODAS AS MADRUGADAS!!!

SOU CREMADO
FORA DAS MADRUGADAS!!!

MINHAS CINZAS CAEM!!!

MINHAS CINZAS CAEM!!!

MINHAS CINZAS CAEM!!!

CAEM CAEM CAEM!!!

CINZAS CINZAS CINZAS!!!

MINHAS MINHAS MINHAS!!!

MINHAS CINZAS CAEM
E ME INDICAM
NAS MADRUGADAS
E FORA DAS MADRUGADAS
OS RASTROS DOS MEUS RESTOS
DISPERSOS PELO SOLO DESGRAÇADO
DESTE MUNDO EM PEDAÇOS
QUE ODEIO
COMO EU ODEIO A MIM MESMO
POR TER SEGUIDO FALSO CAMINHO
EM NOME DE FALSOS MOTIVOS
E EM NOME DE FALSAS CRENÇAS!!!

CINZAS!!!

CINZAS!!!

CINZAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS!!!!!!!

cinzas sou...

porra,
cinzas sou...

merda,
cinzas sou...

caralho,
cinzas sou...

um filho da puta
das cinzas
sou...

Inominável Ser
RESTO EM CINZAS





.........


Write Your Poem - Sirombo 


O que faz um poeta
Ser imortal na
Ascensão,
O que faz um poeta
Ser imortal na
Queda,
É a sua capacidade de ser
Anjo,
É a sua capacidade de ser
Demônio.
Poetas Verdadeiros
Assim o são,
Fazendo das pontas de suas
Penas eternamente inspiradas
As Portadoras Das Vozes
Dos Anjos,
As Portadoras Das Vozes
Dos Demônios.
Todo Poeta Verdadeiro
É Anjo,
Todo Poeta Verdadeiro
É Demônio,
É Lúcifer,
É Satan,
É Maria,
É Lilith,
Poetizar Verdadeiramente É
Obra Angélica,
Poetizar Verdadeiramente É
Obra Demoníaca.

Inominável Ser
UM DEMÔNIO
UM ANJO
COMO POETA





segunda-feira, 29 de maio de 2017

O Grande Momento No Qual Verdadeiramente Abriremos Os Nossos Olhos


 Śmierć - Jacek Malczewski

Estamos agora na imensa ilusão de que tudo podemos verdadeiramente enxergar. Passamos uma existência física inteira saboreando no almoço e no jantar cada ilusão que se adere à nossa corrupta carnalidade. Contudo, se o corpo de muitos os cega a ponto de fazê-los cronicamente cegos, outros conseguem, pelo menos, libertar-se através da mente e do espírito. Uma mente que mentaliza, pouco a pouco, Grandes Verdades Existenciais. Um espirito que percebe, pouco a pouco, as Grandes Mentiras Materiais. Enquanto alguns se escravizam cada vez mais, outros tentam desesperadamente se libertar… Mas, no fim, todos nós somos cegos em um mundo de brutas ilusões e somente Ela poderá Verdadeiramente nos Libertar… Somente Ela, A Cadavérica… Somente Ela, A Ceifadora… Somente Ela, A Deusa Morte…

Chegando próxima
Como o vôo
De uma astuta
Águia

Chegando silenciosa
Como o caminhar
De uma sutil
Gata

Chegando respeitosa
Como o bater
De uma doce
Brisa

Chegando carinhosa
Como o acariciar
De todas as românticas
Mãos

Chegando voluptuosa
Como os quadris
De todas as sublimes
Dançarinas

Chegando ardente
Como os lábios
De todas as fogosas
Amantes

Chegando neutra
Como as asas
De todos os Livres
Entes

Chegando
Em sua casa
Chegando
Em seu quarto

Chegando
Em seu quintal
Chegando
Em seu terraço

Chegando
Em sua família
Chegando
Em seus vizinhos

Chegando
Em seu trabalho
Chegando
Em sua escola

Chegando
Em sua faculdade
Chegando
Em seu mundo

A Deusa Morte
Não pede
Passagem
E nem autorização

A Deusa Morte
Não traz
Bênçãos
E nem Maldições

A Deusa Morte
Não ergue
Véus
E nem Montes

Ela apenas
Nos Toca
Para que nós mesmos
Ergamos os Véus

Ela apenas
Nos Toca
Para que nós mesmos
Ergamos os Montes

Ela
Nos faz abrir
Os Verdadeiros
Olhos

Ela
Nos faz ver
As Verdadeiras
Paisagens

Ela
Nos faz ter
As Verdadeiras
Compreensões

E a cada um de nós
Deixa a escolha
De continuarmos
Ou não cegos

E a cada um de nós
Deixa a hora
De decidirmos
Ou não aceitar

E a cada um de nós
Deixa a batalha
Para nossa libertação
Ou derrocada

E muitos decidem cair. E muitos decidem se libertar. E muitos não aceitam. E muitos aceitam. E muitos continuam cegos. E muitos verdadeiramente passam a enxergar. E muitos não Compreendem. E muitos Compreendem. E muitos não vêem. E muitos vêem. A escolha é toda humana, a Deusa Morte apenas concede uma oportunidade sem ser boa ou má, Ela longe está destas concepções arcaicas desta Humanidade derrotada. Ela segue com Sua Foice e deixa-nos com a decisão diante do Grande Portal. Muitos atravessam Este Caminho com alegria, paz e harmonia. Muitos não atravessam e para este mundo acabado retornam com muito mais tristezas, guerras e desarmonias. Penas exatas, reta e direta Existencial Justiça gerada por cada escolha, sendo esta livre do determinismo do errado e do correto. São apenas escolhas, as dolorosas humanas escolhas.

Inominável Ser
ENTRE OS MUITOS
QUE ANSEIAM
PELO TOQUE
DA DEUSA
MORTE




Volúpia - Florbela Espanca


Vany Vicious


No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frêmito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!

A sombra entre a mentira e a verdade...
A nuvem que arrastou o vento norte...
— Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e maldade!

Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!

E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...





Melechesh - Grand Gathas Of Baal Sin



Grand gathas, bringers of magick!

Grand gathas, bringers of magick
Stun the norm, sublime ideas
Builders of restless towers
They grow to reach the heavens

Nine... Nine spirits wreak havok
Nine... Nine spirits ever defiant

Reconstruction of the golden age
Guided by giant bearded sages
Metaphoric mirage of the ideal
Materialize the spoken word

Nine... Nine spirits wreak havok
Nine... Nine spirits ever defiant

Under the eye of ashur
And all the wise
All the bearded giants
With their liquid souls we're baptized
Sin!
Caliphates of the truth
Khamsa fee ein il'adoo

Polymaths are the ones who question
Polymaths are the ones who hear
Surreal voices scream
Awake and march to the next domain

Under the eye of ashur
And all the wise
All the bearded giants
We're baptized with their liquid souls

Bringers of shadows
Shun the mask
That mask the illusion of the mass

Grand gathas, bringers of magick
Stun the norm, sublime ideas
Builders of restless towers
They grow to reach the heavens

Nine... Nine spirits wreak havok
Nine... Nine spirits ever defiant

Sin!
Baal sin!






domingo, 28 de maio de 2017

Sonho & Trevas


Stairway To Heaven - Cosmic Decadence 


Em um sonho nas Trevas,
Vejo seus quadris balançarem
Em um movimento semelhante
Ao nascer selvagem
Das brutalidades.

"Venha,
Inominável..."

Em um sonho nas Trevas,
Você chega mordendo 
Toda a textura de minha
Obscura solitária alma.

"Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável..."

Em um sonho nas Trevas,
Te sinto como parte do Inferno,
Tradutora das Escrituras do Diabo,
Fazedora de Demônios irados.

"Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável..."

Em um sonho nas Trevas,
Toco nas fissuras de teus pés,
Tremo nas fechaduras de tuas mãos,
Tomo nas curvas de tuas coxas.

"Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável..."

Quem é você,
Agarrada aos meus sonhos
Nas Trevas onde encontro
Meus Verdadeiros Lares?

"Eu Apenas Sou Eu,
Inominável..."

Quem é você,
Estremecendo meu Ser
Por entre os Templos que
Fazem nascer as Trevas?

"Eu Continuo Sendo Eu,
Inominável..."

Quem é você,
Agindo como detentora
De cada terrível alvorecer
Dos Solos Trevosos?

"Eu Sempre Serei Eu,
Inominável...
E Quem É Você,
Inominável?"

Eu sempre serei
Apenas um Ser,
Adorável Senhora
Das Trevas.

"Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável...
Venha,
Inominável..."

Inominável Ser
SENDO
POR ELA
CHAMADO





Cale-Se Enquanto O Veneno Age



Para quê o escândalo
Diante do veneno
Mais poderoso em
Tua alma?
Cale a porra da boca,
Caralho!

Por que o medo
Que se manifesta
Com escrotas palavras
De teus lábios nervosos?
Cale a porra da boca,
Caralho!

Em que sentido
É a tua disposição
Em sempre negar
Tuas melhores faces?
Cale a porra da boca,
Caralho!

Em qual plano
Tu tens confiança
Para a exaltação
De tuas insanas sombras?
Cale a porra da boca,
Caralho!

Tu tens tanto receio
De explorar teu abismo
E nele encontrar todos
Os teus Verdadeiros Eus?
Cale a porra da boca,
Caralho!

Tu aplicas toda tua
Disposição em bloquear
As forças de Baixo
Que em ti há?
Cale a porra da boca,
Caralho!

Tu insiste em combater
Todas as tuas Trevas
Casadas com o Caos
Da tua Verdade Interna?
Cale a porra da boca,
Caralho!

Tu és covarde?
Tu és medíocre?
Tu és fraco?
Tu és esmagável?
Cale a porra da boca,
Caralho!

Se entregue...
Jogue fora a segurança...
Quebre tuas correntes...
Agarre tuas espadas...
Cale a porra da boca,
Caralho!

Caia de cabeça
No Oceano Da Serpente
E beba do Veneno
Para morrer agora!
Cale a porra da boca,
Caralho!

Vá em frente
E transborde no mundo
Como um oceano
Em sí mesmo!
Cale a porra da boca,
Caralho!

E ENVENENE!!!

E CALE A PORRA DA BOCA,
CARALHO!!!

Inominável Ser
AMANTE
DO SILÊNCIO
E DA SERPENTE